Até o presente momento, a Teoria do Big Bang é utilizada
para explicar o surgimento da Terra e do Universo, porém quanto ao surgimento
da vida, foram criadas diversas teorias ao longo do tempo e,até hoje, não há
certeza absoluta sobra qual delas é correta, apesar de haverem teorias mais
aceitas e algumas já descartadas.
Teoria
da Abiogênese
Uma das primeiras teorias propostas para a origem da vida
foi a da abiogênese, também conhecida como teoria da geração espontânea.
A teoria da abiogênese afirmava que a vida surgia de
matéria inanimada, ou seja, de um material sem vida. O filósofo grego
Aristóteles, que contribuiu em vários aspectos para o desenvolvimento da
sociedade, era um dos defensores dessa teoria, que era aceita por importantes
estudiosos.
A teoria da abiogênese, no entanto, não era aceita por
todos, e alguns pesquisadores resolveram fazer estudos para desmentir essa
ideia equivocada. O primeiro deles foi Francesco Redi, que montou um
experimento em que pedaços de carne eram colocados em potes de vidro fechados e
outros abertos por um determinado período de tempo.
Ao final do experimento de Redi, ele observou que as
larvas surgiam apenas nos vidros que não estavam tampados e que haviam sido
visitados por moscas. Ele concluiu, então, que era impossível a vida surgir de
um material não vivo, uma vez que a carne tampada não apresentava larvas e que
estas provavelmente surgiam de ovos colocados pelas moscas.
Posteriormente, em
1770, o pesquisador italiano Lazzaro
Spallanzani fez um experimento onde colocou substâncias nutritivas em
balões de vidro, fechando-os hermeticamente. Esses balões assim preparados eram
colocados em calderões com água e submetidos à fervura durante algum tempo.
Deixava resfriar por alguns dias e então ele abria os frascos e observava o
líquido ao microscópio. Nenhum organismo estava presente.
Apesar desses experimentos, a teoria da abiogênese só foi
derrubada por completo com os estudos de Louis Pasteur em 1860.
Inicialmente Pasteur colocou caldos nutritivos no
interior de frascos de vidros com um longo gargalo. Posteriormente, o
pesquisador curvou os gargalos de modo que nenhuma partícula presente no ar
entrasse em contato com o caldo. Depois desse momento, ele ferveu o caldo
nutritivo para matar quaisquer micro-organismos ali presentes.
Passados alguns dias, nada surgiu no interior dos
frascos, provando que a vida não poderia surgir de matéria inanimada. Para
concluir sua hipótese, Pasteur quebrou o gargalo dos vidros e, após alguns
dias, começou a surgir vida no interior dos frascos, uma vez que tiveram
contato com micro-organismos presentes no ar.
Apesar da teoria da abiogênese estar incorreta, ela foi
fundamental para o estudo sobre o desenvolvimento das formas de vida, pois foi
adotada a teria da biogênese, que afirma que os micro-organismos surgem a
partir de outros preexistentes. Além de permitir que novas hipóteses fossem
criadas.
Teoria
da Panspermia Cósmica
Diversas pesquisas sugerem que as substâncias que
contribuíram para a formação das primeiras formas de vida podem ter chegado ao
planeta, e não terem sido formadas aqui. Essa é a chamada Panspermia Cósmica.
Segundo a teoria da Panspermia Cósmica, existiram
partículas de vida que teriam caído na Terra acompanhadas de cometas e
meteoros. Essas partículas seriam como esporos prontos para germinar.
Acredita-se que essa hipótese tenha sido proposta inicialmente no século V a.C.,
na Grécia, por Anaxágoras.
A teoria foi novamente posta em discussão por volta de
1879 pelos trabalhos de Hermann von Helmholtz e William Thomson, que afirmavam
a possibilidade de meteoros servirem de meio de transporte para as formas de
vida encontradas no espaço. Svante Arrhenius também contribuiu muito para a
teoria. Ele sugeriu que os esporos poderiam ser transportados no espaço pela
pressão da radiação emitida por estrelas.
Fred Hoyle, ao estudar as galáxias, verificou que seria
possível que bactérias viajassem pelo universo. Ele observou que na poeira
espacial havia compostos de carbono e água, sendo que esta refletia determinado
espectro de luz, que era coincidentemente o mesmo que as bactérias refletiam.
Quando expôs sua teoria em 1979, muitos pesquisadores ficaram céticos em
relação à teoria.
Diversos trabalhos continuaram tentando confirmar a
teoria da Panspermia. Dentre eles, destacaram-se o de Orguiel, os de Murchison
e de Allend, que verificaram aminoácidos em porões de meteoritos. Esses
aminoácidos poderiam ter sido trazidos à Terra e terem se tornado componentes
dos oceanos primitivos após sua liberação. Acredita-se que esses meteoros
chocavam-se com a água e liberavam aminoácidos no processo de hidrólise.
Baseando-se nessa teoria, pode ser que toda a galáxia
tenha sido bombardeada com essas formas de vida ou substância precursora,
portanto, não há motivos para que não possa existir vida em outros planetas.
Teoria
da Evolução Química
A teoria da evolução
química, também conhecida como teoria da evolução molecular é complementar à
teoria da panspermia, falada anteriormente.
Os defensores da panspermia afirmam, que, onde quer que a vida tenha surgido,
todo o desenvolvimento se baseia na evolução molecular.
Essa é a mais aceita pela comunidade científica e foi
proposta pelo biólogo inglês Tomas Huxley e posteriormente retomada pelos
biólogos John Burdon Haldane e Aleksandr Oparin.
Conforme tal teoria, a vida é produto de um processo de
evolução química em que substâncias orgânicas se arranjam, formando moléculas
orgânicas mais simples e essenciais (como carboidratos, aminoácidos, ácidos
graxos, bases nitrogenadas, entre outros) e da reação entre essas moléculas
mais simples começam a surgir moléculas mais complexas (como lipídios,
proteínas, ácidos nucleicos e outros). Depois de combinadas, essas moléculas
mais complexas e mais estáveis formam estruturas com aptidões metabólicas e de
autoduplicação, dando origem aos primeiros seres vivos.
Em 1929, Oparin lançou a teoria de que uma atmosfera
dotada de gases como hidrogênio, metano e amônia, juntamente com o sol como
fonte de energia, constituía um ambiente adequado para a criação de moléculas
essenciais e substâncias orgânicas simples. Haldane, nesse mesmo ano, teorizou
que as primeiras formas de vida teriam se originado num meio pobre em oxigênio,
uma vez que este elemento é extremamente reativo e, sendo assim, poderia
extinguir os compostos orgânicos formados.
Baseando-se nessas teorias, diversos compostos orgânicos
foram sintetizados em laboratório em experiências que simulavam as condições
supostamente existentes na Terra primitiva. Esse trabalho de produção
artificial de moléculas foi desenvolvido pelo químico estadunidense Stanley
Lloyd Miller no ano de 1953. Miller arquitetou um simulador formado por tubos e
balões de vidro interligados e colocou nesse aparelho uma mistura dos gases
metano (CH4), amônia, (NH3), hidrogênio (H2), e vapor d’água. Essa mistura
gasosa foi, então, submetida a fortes descargas elétricas durante alguns dias.
Após uma semana, Miller examinou o líquido que se formou
no aparelho e mostrou a presença de várias substâncias inicialmente ausentes no
experimento, como os aminoácidos glicina e alanina, além de outras substâncias
orgânicas mais simples. Com esses resultados, Miller mostrou que seria possível
a formação de moléculas mais complexas a partir de moléculas mais simples e de
certas condições ambientais, reforçando a teoria da evolução molecular.
Posteriormente, outros cientistas também realizaram simulações das supostas
condições da Terra primitiva, produzindo diversas substâncias encontradas em
seres vivos.
Hipótese Autotrófica e Heterotrófica
A questão do surgimento da vida ainda continua uma
incógnita para os cientistas. A hipótese autotrófica diz que os primeiros seres
vivos produziam seu próprio alimento assim como as plantas atuais. Entretanto,
essa hipótese não consegue explicar muito bem como esses seres conseguiram se
desenvolver. Essa hipótese é a menos defendida na comunidade científica
justamente pela sua falta de respostas.
Para os defensores dessa proposta, a vida não teria
surgido em mares rasos e muito quentes; teria sido impossível a vida primitiva
sobreviver. A Terra era um local inóspito, com muitos bombardeios de meteoros,
vulcanismo intenso e chuvas em excesso. Esses fatores teriam sido o suficiente
para acabar com a vida primitiva que poderia ter se desenvolvido aqui.
O fato da Terra ter sido um local caótico no início faz
com que os defensores da hipótese autotrófica defendam que a vida tenha se
desenvolvido em locais mais protegidos como os assoalhos oceânicos dos
primeiros mares do planeta.
A principal defesa desse argumento é o fato da abundância
do sulfeto de hidrogênio (gás sulfídrico) e compostos de ferro serem abundantes
ao redor das chaminés. Assim, os primeiros organismos, que eram bactérias,
conseguiram a energia necessária para desenvolver as reações para a síntese de
seus componentes orgânicos.
A hipótese autotrófica é a menos aceita pela Ciência
atual justamente por conta da justificativa sobre como os primeiros seres
produziam seu alimento. Todo o processo de quimiossíntese é muito complexo e é
necessário muitas enzimas que eram totalmente inviáveis no ambiente primitivo
da Terra. Além disso, a própria complexidade física dos organismos seria
totalmente impossível no ambiente. Observando pelo lado evolutivo, a
complexidade de um ser autotrófico levaria muito mais tempo para ser alcançado,
além de ser um processo muito lento e gradual.
Já a hipótese heterotrófica é considerada como sendo a
hipótese que melhor explica a origem da vida na superfície terrestre.
Atualmente, ela é bastante aceita pela maioria dos estudiosos.
Essa hipótese
defende o fato de que os organismos primitivos eram demasiadamente primitivos e
não possuíam mecanismos suficientes para produzirem seu próprio alimento.
Em
razão disso, os defensores dessa hipótese argumentam que os primeiros seres
eram heterótrofos e se alimentavam de substâncias orgânicas que estavam
disponíveis no meio. Segundo essa hipótese, a energia obtida por esses seres
era proveniente de um processo muito simples, semelhante à fermentação.

Ainda segundo essa hipótese, com a passagem do tempo, o
número de seres heterótrofos aumentou substancialmente, tornando o alimento
escasso. Isso fez com que os seres vivos passassem por um processo de evolução,
tornando-se capazes de produzirem o próprio alimento, surgindo assim, seres
vivos autótrofos, ou seja, capazes de produzirem o próprio alimento.
Estudiosos
acreditam que antes do alimento se tornar raro, alguns seres vivos eram
evoluídos o bastante a ponto de conseguirem captar a energia luminosa
empregando-a na obtenção de energia.
Conclusão
ResponderExcluirEu conclui nesse trabalho que Até o presente momento, a Teoria do Big Bang é utilizada para explicar o surgimento da Terra e do Universo porém ao longo da vida, foram criadas 4 teorias para algumas já descartadas e outras aceitas mas até então nenhuma delas foram confirmadas como a real origem da vida.
Uma das primeiras teorias feitas foi a da abiogenese, que apesar de ser incorreta, foi fundamental para o estudo sobre o desenvolvimento das formas de vida.
Carlos Henrique.
Caio Santos n° 6
ResponderExcluirConcluo com esse trabalho que ao longo dos tempos muitas teorias foram criadas para tentar explicar a origem da vida, muitas delas sendo desconsideradas com o surgimento de outras com melhor embasamento. Antigamente, a teoria da abiogênese era uma das mais aceitas, ela dizia que os organismos surgiam a partir de matéria inanimada. A teoria foi descartada, pois foi descoberto que os seres vem da biogênese, ou seja, vem de outros organismos. Hoje, a teoria mais aceita é da evolução química ou molecular, que, basicamente, diz que a vida é produto de um processo de evolução química, ou seja, a reação e combinação de substâncias mais simples foram formando mais complexas, até a criação completa dos seres vivos.
Lucas Alves Delfino N°27
ResponderExcluirnesse trabalho concluo que foram criadas teorias com principal objetivo de explicar a origem da vida, a primeira teoria foi a abiogênese ela afirmava que a vida se originou de uma material sem vida. a segunda teoria foi a da da Panspermia Cósmica, que dizia que existiram partículas de vida que teriam caído na Terra acompanhadas de cometas e meteoros. Essas partículas seriam como esporos prontos para germinar. a terceira foi a da evolução química que dizia que a vida é produto de um processo de evolução química em que substâncias orgânicas se arranjam, formando moléculas orgânicas mais simples e essenciais como carboidratos, aminoácidos, ácidos graxos, bases nitrogenadas, entre outros. a quarta é a da Hipótese Autotrófica e Heterotrófica, a autotrófica diz que os primeiros seres vivos produziam seu próprio alimento assim como as plantas atuais. Entretanto, essa hipótese não consegue explicar muito bem como esses seres conseguiram se desenvolver, e assim foi criada a heterotrófica que foi criada para explicar a autotrófica, dizendo que os organismos primitivos eram demasiadamente primitivos e não possuíam mecanismos suficientes para produzirem seu próprio alimento